Reviews forCrash
Crash

Crash tenta ser visceral, e até provoca em um primeiro momento. A proposta de erotizar o choque e expor fetiches funciona como impacto inicial, causa desconforto e curiosidade, mas logo se esgota. Falta de profundidade e, sobretudo, sobriedade. As cenas se acumulam sem explicação ou consequência real, como se o filme confiasse apenas no choque pelo choque (literalmente!). O desenvolvimento do personagem principal é porco, inexistente, e o final chega sem qualquer evolução ou aprendizado. É coerente no que propõe e raso no que entrega.
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”Maybe the next one, darling.” Com certeza Crash foi um dos filmes mais bizarros que eu já vi. O filme explora os fetiches de cada personagem e não conta as histórias deles, mas sim mostra o fetiche e o desejo estranho de cada um deles, e como o James explora todos eles com cada um ao decorrer do filme. Crash certamente não é para todos os públicos. Cronenberg transforma algo grotesco em uma reflexão bizarra sobre o corpo humano, tecnologia e os limites do desejo. Posso dizer que eu gostei bastante do filme, achei diferenciado e arriscado, algo que eu nunca tinha visto antes, a forma como mostram os desejos tão detalhadamente, sem ter receio ou medo de como o público pensaria. O James foi bem observador, silencioso, absorvendo aquilo tudo silenciosamente e meio que aceitando a estranheza de cada um ali. Começou pela doutora e depois foi se intensificando com outros personagens. Pode-se perceber que o desejo humano não tem limites, e isso que torna cada pessoa no mundo única, por seus desejos bizarros. Por fim, gostei bastante. Gosto de filmes silenciosos, onde mostram mais ações do que diálogos.