Omen IV: The Awakening

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Austin
Monday, 15 April 2024

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Omen IV: The Awakening

Engraçado como algumas franquias são né. Se A Profecia surge como um filme que serve para estender ou continuar/acrescentar naquele mito de crianças demônio que surge com O Exorcista e O Bebê de Rosemary, é muito interessante a forma como a franquia de A Profecia não tenta, pelo menos a partir do 2, se levar mais a sério do que poderia. Muito pelo contrário, do segundo filme em diante o filme abandona um pouco a lógica interna e abraça o lúdico de forma mais intensa, decisão essa que cria uma dinâmica mais intimista para seus personagens. Se na trilogia inicial ela começa com esse grande alarme de fim dos tempos e dá "sinais" que antecipam o fim. Nos dois filmes seguintes o foco passa a ser mais o Damien em si do que uma dominação mundial, isso existe, mas não é o foco principal. E chega a ser engraçado que no quarto filme, filme esse feito pra TV, essa segunda abordagem é retomada enquanto concilia a lógica de dominação mundial. Em A Profecia 4, as coisas mudam, dessa vez a criança não é um menino e sim uma menina e se a conexão com os filmes anteriores é esse mote de ser mais um anticristo, aqui as coisas ganham uma dinâmica diferente quando o longa nos faz acompanhar um pouco do crescimento de Delia e o contraste com Damien. Aqui não temos uma repetição da personalidade da criança, Delia não é Damien e isso é deixado bem explícito, uma vez que Delia não só tem mais presença de tela como se impõe e deixa bem claro suas intenções. Tem muito de manipulação que a inocência de Delia permite, o que cria uma richa entre mãe e filha e o fato de Delia ser uma menina e tanto o corpo feminino quanto a lógica semântica por trás dele (dizer que o homem é um ser mais racional e a mulher um ser emocional) e que corpos femininos "amadurecem mais rápidos" tendo em vista que corpos femininos, biologicamente falando, menstruam são um detalhe que o filme não ignora e utiliza pra criar uma "explicação" para a personalidade e atitudes de Delia. Embora tenha bons conceitos aqui e idéias promissoras, a forma como as coisas são conduzidas não são tão satisfatórias. As atuações não tem grandes destaques e a produção em si é bem limitada e isso se dá por ser um filme feito pra TV. A violência da franquia é suavizada de forma que ou as mortes se resumem a ataques cardíacos ou uma cena mais gore é suavizada, mas felizmente essas cenas mais inspiradas tem uma montagem que complementa ela e é uma forma criativa de burlar a censura. A violência faz falta para o contexto geral, mas eles lidam bem com ela. O Plot do primeiro filme é todo repetido, com algumas alterações aqui e alí, sendo a principal delas a mãe ficando grávida e essa gravidez tendo uma revelação que é tão bizarra quanto maluca, o que é muito bom e o fato de que Delia é mais do que o arquétipo do anticristo. No mais, A Profecia 4: O Despertar é um filme que tem boas idéias e um conceito interessante por trás de sua criação, porém o fato de ser um filme feito para a televisão limita demais suas pretensões e até idéias boas não são necessárias para evitar que as limitações de um filme de baixo orçamento, e feito pra TV ainda, se sobressaiam. Apesar de repetir o plot do primeiro filme, aqui as mudanças feitas para ser o mais diferente possível são feitas e em sua maioria funciona, contando com um final que se permite surtar um pouco mais e tem uma revelação que é tão surtada quanto maluca.

1d ago

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