Diary Entry forNickel Boys
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merecia muito mais q só duas indicações no oscar
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i loved the first person pov, it brought something unique and creative to a difficult story. cannot believe emilia perez got a cinematography nomination over this.
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I don’t know what to say that hasn’t already been said Absolutely enthralling throughout, first person pov was a wonderful choice and was executed to perfection, acted amazingly. Probably won’t rewatch for a while but it’s a testament to how well this heartbreaking story was executed
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Em Moonlight de Barry Jenkins, o diretor constrói uma história de identidade e a busca pelo afeto em um recorte racial que endurece as relações, isola o indivíduo negro de forma desumana e essa busca pelo afeto é espaçada em uma narrativa temporal que contemplam infância, adolescência e a fase adulta. Não sei se RaMell Ross viu muito esse filme e pegou algumas coisas dessa lógica para o seu longa, mas a busca do afeto e a visão desumanizada de indivíduos de cor (ainda mais intensificada por uma questão histórica de um EUA em plena era Jim Crow e a luta pelos direitos civis. A escolha da direção em filmar seu filme em uma lógica de primeira pessoa sempre priorizando uma lógica de plano e contra-plano é um frescor entre esses indicados que de começo usa dessa visão super próxima pra fazer um estudo de percepção muito diferente, existe muita coisa que acontece ao redor dessa visão tão limitada, as conversas paralelas, os reflexos em janelas e espelhos e telas. Talvez o fator que mais me agradou foi experienciar uma história que busca muito a questão do "cinema necessário" (que não me agrada muito) e ainda sim ser cinema. A reconstrução de época é de longe a melhor que busca essa imagem pelo antigo, tem cores mesmo pra um período e uma história que tem tanto sofrimento ao longo de sua história, tem um apuro técnico na misè en scene de ser um filme em sua maioria todo em primeira pessoa usando Ellwood e Turner como principais personagens e os inserts de registros de imagem, texto, fotos, documentos oficiais são uma quebra interessante e que refresca a vista... Infelizmente é uma pena que essa ideia rapidamente canse. Em determinado momento o diretor resgata o interesse com momentos mais lúdicos, existe uma questão onírica que intercala um desejo por afeto, acho muito intrigante como a cena da piscina existe um componente de desejo e perigo. Água que se move e transforma, mas é uma piscina que está na casa de uma mulher branca e esses dois rapazes de cor estão a esmo sem se preocupar com o reformatório, sem se preocupar em sofrer punições e podem ser livres mesmo que por algumas horas. O quão libertador e revolucionário é sentir o toque... Sinto que em determinado ponto Moss quer abraçar Moonlight, mas essa história é maior que dois rapazes e a tragédia do final é um ponto de reviravolta que te atinge, mas sonhar com liberdade é tão doloroso quanto tocar ela. Me arrisco em falar que num mundo que realmente está preocupado com CINEMA esse aqui levaria, mas como Hollywood só quer saber de punhetaço para o bem fazer cinema am invés de cinema propriamente dito a gente tem O Brutalista varrendo tudo e filmes que estão tentando contar algo diferente, com exercícios formais tão interessantes são obscurecidos por uma propaganda Sionista e Antissemita de 3h. Dessa leva de "filmes necessários" esse aqui é o melhor nessa abordagem, mas ainda é um filme bem a quem. Não é perfeito, é cansativo em certo ponto e as vezes pretensioso até demais, mas é honesto.
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