Diary Entry forClown in a Cornfield
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Clown in a Cornfield
Stupid. Fun. Zero surprises. Still watchable.
Clown in a Cornfield
the home of sexuals got a happy ending in a horror movie for once
Clown in a Cornfield
Terrifier do Damien Leone e a onda de nostalgia dos anos 80/90 nos cerca e nos bombardea o tempo todo. Não é raro algum filmeco meia boca de terror que tem palhaço, algum cenário característico de alguma adaptação do Stephen King e aqui temos os dois. E não ironicamente funciona bastante... Pelo menos em partes. O fato dele ser uma adaptação literária já me chama atenção, mas ser uma adaptação é só o primeiro passo, gosto como, antes de tudo, ele parece um filme. É muito comum você ver meia dúzia de pessoas que querem abocanhar um público com pretensas trasheiras, mas que não tem o tato ou a capacidade pra tal, os filmes Slasher do Ursinho Pooh tão aí que não me deixam mentir. Porém, contudo, entretanto calha de surgir algum filme que não reinventa a roda, mas é honesto na execução e apesar da overdose de clichês, recursos batidos e um vilão que teve sua estética abusada e cansada ao longo dos anos, é bom ver um filme que não tem vergonha do gênero que pertence e entrega o trabalha mais honesto e esforçado que você poderia esperar de um filme sobre palhaços assassinos em um campo de milho. Depois da tristeza que foi "Rua do Medo: Rainha do Baile", esse aqui foi um bom entretenimento. O filme é totalmente autoconsciente de si, faz brincadeira com o gênero Slasher e seus arquétipos – o grupo de jovens é um típico grupo descolado clichê de escola estadunidense, mas que também gostam de fazer curtas e vídeos de pegadinhas usando a figura do palhaço mascote da cidade – chega a ser incongruente uma cidade tão conservadora ter um símbolo histórico tão medonho, mas é nessa autoconsciência que ele se permite fazer um filme mais urgente, com personagens que conseguem ser insuportáveis e carismáticos ao mesmo tempo. As mean girls que entendem do clichê de filmes de terror Slasher e debocham ao mesmo tempo que se desesperam, as cenas de morte que são rápidas, mas eficaz e qualquer tipo de artifício do dia à dia. Facas, machados, armas de fogo e a clássica motosserra, admito que em alguns momentos é algo mais estético, mas que ainda funciona quando postos pra uso. E o principal é a protagonista que é uma adolescente revoltada que sua interprete não é a nova Meryl Streep, mas sua fisicalidade e presença permite um senso de preocupação muito genuíno, principalmente quando ela é uma final girl que tem urgência, isso ajuda bastante. Fico pensando como seria um Terrifier em que o Damien Leone dividisse a autoria com o Eli Craig, talvez um filme genuinamente bom saísse dessa parceria, se não pelo menos eu me importasse com a Siena tal qual eu me importei com Quinn Maybrook. Um filme que não tem nada de novo, na verdade é um grande pastiche de conceitos e diversos outros filmes de terror. Mas que mesmo não tendo um conceito ou idéia inovadora, é um entretenimento válido. É uma trasheira que combina palhaços assassinos, um campo de milho e um grupo de adolescentes cronicamente online que flui de algo cringe para algo genuinamente Camp. Tem as garotas malvadas, a esquisitinha que se revela uma ótima final girl e uma relação gay que eu achei que ficaria só no subtexto, mas não, eles peitaram e teve até beijão. Fico imaginando um Terrifier 4 onde o Damien Leone divide autoria com o Eli Craig ou até mesmo um crossover. Existe uma clara tentativa de emplacar franquia, não vou mentir eu assistiria. Filme trash é aquele que você enxerga vários problemas, mas ainda entrega entretenimento. Queremos Art o palhaço e Frendo juntes!
Clown in a Cornfield
c'est ni un bon film d'horreur ni une bonne comédie d'horreur
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