Diary Entry forEddington
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Eddington
Imagine reliving 2020 all over again—funny, hopeless, and painfully familiar. Only Ari Aster could turn that collective anxiety into an absurd cowboy showdown.
Eddington
Quando falam que os EUA é a terra dos idiotas, muito me agrada a existência de um gênero que explícita isso há, pelo menos, um século. A graça do faroeste (western pros mais puristas) é a ideia de idolatrar um período de colonização e genocídio da forma mais pomposa possível, mas com um glamour e uma autocrítica cínica que as lentes mais perspicazes e interessantes conseguiam capturar e aqui vamos de John ford, Henry King, Raoul Walsh, Allan Dwan e etc etc etc. Quando Ford surge com seu "Nos Tempos da Diligência" um padrão se forma, uma idéia de cinema blockbuster e de gênero se consolida e quando o mesmo faz seu Rastros de Ódio, sendo que depois ele faria "O Homem Que Matou o Facínora", uma desconstrução e rompimento do gênero se forma. O revisionismo é o novo padrão e a partir daí a "culpa" domina os que antes eram exaltados pelo gênero mais purista. Em 2025, um dos diretores que parecia que a chama havia apagado cedo demais parece ter entendido depois de um bom tempo os arquétipos e símbolos de um faroeste que brinca com o tema conspiracionista, ao mesmo tempo que dialoga sobre a nação de idiotas úteis. Tem pouco mais de 5 anos que o pico de COVID-19 alcançou seu ápice e nesse momento o mundo, pelo menos quem completou o ensino médio, encarou de forma séria e responsável, ou minimamente isso, mas na terra das ilusões, dos sonhos de grandeza e colonização excessiva reina o absurdo e é pautado nesse absurdo que Ari Aster se deleita de tudo que o americano médio que não terminou o ensino médio pode oferecer. Muito me agrada como ele é um embate do conservadorismo que detém uma lógica social de condado e/ou cidade pequena (como a idéia de cidades separadas do estado maior nos faroeste mais clássicos) com a figura do político boa praça que vê na criação de um datacenter a idéia de "futuro" e "progresso" para uma cidade tão pequena que seu tamanho consegue explicitar e completar questões macros de um mundo onde telas são as armas. Me lembrou muito de como o Jordan Peele enxerga a questão da câmera em "Nope". Tal qual em Nope a câmera é a principal arma para vencer o monstro, em Eddington o monstro que o xerife de Joaquim Phoenix quer vencer é imaterial e inexistente. É um medo reacionário e irreal que dita que o inimigo é uma máscara e um suposto grupo antifa que é também terrorista. Chega a ser cômico como em determinado momento a linha tênue entre debochar da culpa branca de classe média e do garoto que vê na militância de internet uma forma de pegar mulher se funde ao pastiche do sonho de glória armamentiste e bélico que surge de um cinema que distorce as mensagens originais de seus filmes de guerra. O final desse filme é uma versão torta de "O Pistoleiro" de Henry King e o primeiro "Rambo". Joaquim Phoenix é o Rambo dos idiotas, o personagem destemido e o medo do invasor que sobrescreve o personagem trágico que foi abandonado após a guerra do Vietnam. Mas aqui o Vietnam é uma thrend de Twitter, o personagem trágico se recusa a usar a máscara e nos seus sonhos febris e totalmente alucinados o Black Lives Matters está caçando 3 policiais em uma cidade pequena do Novo México. A pilha de corpos do final é tão cômica quanto idiota, é pura caricatisse, mas uma caricatisse que sobrescreve qualquer filme pretensioso. Ao invés de se vestir de uma máscara do "bom fazer cinema" ele diz: nossa nação é uma terra de idiotas úteis. E isso é divertido demais!
Eddington
The Eddington Bacchanal So sooner or later, someone was bound to make a film about the 2020 pandemic — and it makes sense that it would be Ari Aster. After his previous works, expectations were high that this concept could truly succeed. With such a strong creative team and an impressive cast, it seemed destined to be one of the cinematic highlights of 2025. Unfortunately, the screenplay runs into a dead end, choosing a rather confusing way out. The film begins with a slow build of tension, immersing us not only in the atmosphere of COVID-19 and the BLM movement, but also in the lives of Joaquin and Pedro’s characters. Yet the end of the second act subverts expectations: the central conflict is abruptly dropped, leaving Pedro’s character underdeveloped and unfulfilled. Meanwhile, the additional storyline featuring Emma Stone and Austin Butler feels unnecessary, offering no real resolution and only overloading the narrative. The performances and direction evoke mixed feelings. Joaquin Phoenix — one of the greatest actors of our time, whose work in Joker, The Master, and Gladiator redefined modern acting — plays the town sheriff here, but delivers a surprisingly restrained performance that lacks his usual depth and uniqueness. Pedro Pascal is barely present, as are several other talented actors, leaving the audience wanting more. On the other hand, the directing is remarkably strong. Aster captures the dread and disorientation of 2020 with striking precision. The visual language, atmosphere, and tone all succeed in immersing the viewer in that unsettling time. Sadly, the final twist fails to live up to the film’s potential, leaving behind a sense of incompleteness. In the end, Eddington is a work of outstanding direction undermined by a weak and unfocused script — a film that promises greatness, but never quite delivers.
Eddington
Decepcionante. Creo que simplemente no es para mí el contexto sociopolítico de Estados Unidos. I don’t know if the problem is mine and I just don’t fully understand everything Ari Aster shows and doesn’t say in Eddington. He puts too many things on screen that, in the end, seem to fall into nothing. It’s way too slow, and although that normally doesn’t bother me, Beau Is Afraid is also slow and I liked it much more, here it feels heavy. The social satire seemed interesting to me, it’s fun to see how basically all social and political groups end up being portrayed as the same hypocritical, double-moralist shit, and how, irresponsibly, everything falls back into violence and the distortion of information. Quizá mi error fue esperar algo distinto, aunque ni siquiera sé qué esperaba.
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