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Pictures of Ghosts
While I think it's cool that Kleber Mendonca Filho uses his hometown as the main location in this documentary as well as his directorial debut and The Secret Agent is really neat, I wasn't super interested in this film for a majority of its runtime. Maybe I'll give this short film another shot in the future, but it was very "eh" on this watch.
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Em Retratos Fantasmas, Kleber Mendonça Jr. Utiliza da força que contar uma história através de registros visuais (principalmente gravações) e faz com que a memória e o choque da ficção com o mundo real e seus contextos históricos se choquem frente a um cenário onde tudo muda, nada se mantém intacto e tudo que uma câmera capta no agora, se transforma em história, se transforma em fantasmas. O espectador é um observador passivo no cinema, mas é muito interessante a forma como interagimos com o mundo de forma que, pouco tempo atrás, éramos apenas espectadores de uma história, observando. Enquanto após sair de uma sessão de cinema, entramos em choque com uma realidade que nos transforma em espectadores ativos. A vida passa, as coisas mudam, mas a memória preservada em uma frame – estático ou não – nos tornam eternos fantasmas.
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Parecem dois filmes em um: no primeiro, são as memórias do Kleber, esses fragmentos fantasmagóricos espelhados em filmagens de infância e atuais, intercaladas com cenas de seus filmes ("O Som ao Redor", predominantemente), divaga um pouco sobre a sua relação com a arte de filmar, com a eternização espectral que só o cinema pode conferir; já o segundo é uma série de fotos e filmagens de arquivo sobre os cinemas de rua e seus ecos silenciosos nessas estruturas que alteram com o tempo, permeando lembranças afetivas de um passado que, agora é meramente registro. Teoricamente, existe um diálogo entre ambas, mas na prática, são perspectivas que constantemente divergem, que podem até operar razoavelmente em seus tempos específicos, mas que nunca alcançam uma unidade coesa; isso resulta em um documentário sem foco definido - e isso tudo antes de atingir a sequência mais risível do ano, quiçá da carreira do Kleber, em um táxi. Nisso, a narração didática e arrastada do cineasta, mastigando constantemente o exercício imagético da montagem e das filmagens ao cúmulo do insuportável, torna o processo ainda mais óbvio e exaustivo.
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Ver Recife de um outro ponto de vista foi muito legal, como alguém que é apaixonado por Pernambuco e por Recife. Sempre me encantou ver imagens de uma época diferente, de um jeito diferente do que eu conheço, ver lugares como o centro, boa viagem, setubal, de um jeito que eu nunca vi, foi muito legal. Kleber fez uma ótima curadoria de momentos que passavam do recente pro mais antigo e você tentava identificar e ver as diferenças de época. A gente vê a beleza de Recife e ao mesmo tempo tem cenas como a das múltiplas farmácias, é um documentário/filme que sem dúvidas vou recomendar bastante, e imagino que pega mais no meu coração e no coração de quem é daqui. Tem momentos lindos e emocionantes do filme, ainda vou precisar de mais tempo para processar, amo esse lugar.
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