Diary Entry forManas
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Manas
Não tenho autoridade pra falar de uma visão nortista e principalmente o que tange a infame ilha do Marajó, agora o que tange o trabalho da Mariana Brennand Fortes eu já posso falar um pouco mais. Primeiro que eu acho muito sincero e visceral a forma como o longa aproxima o público dessa família que, apesar da formação nuclear de pai, mãe e filhos, ele ainda constrói algumas dinâmicas que aos poucos vai sendo desmontado com o passar da narrativa e toda a idéia desse mundo que tem como base a família, a igreja e a escola (com todas as questões pessoais e gerais que circundam aquele espaço geográfico) principalmente quando precisa abordar a rotina do dia à dia, toda a questão intimista me agrada muito e o trabalho tão natural quanto forte da Jamilli Correa ajuda e muito na conexão com essa jornada que é palpável e trás algumas questões que são interessantes partem do olhar dela. Agora quanto a direção e algumas escolhas estéticas já acho que ele tem mais questões, eu vi alguns conhecidos falando que achavam esse filme com uma cadência rítmica engessada, eu não vi dessa forma. Na verdade o filme passou razoavelmente tranquilo e, embora ele conte com uma Dira Paes competente, mas que não ganha tanto destaque para além de uma cena pontual, existe uma chuva de decisões estéticas que no começo surgem como algo a se admirar e na repetição se tornam muletas de uma cineasta que pode melhorar e muito seu trabalho a partir dessa primeira empreitada em longas. Acredito que a catarse final é crua e bruta na medida certa, não existe uma questão sensacionalista e nem um apelo imediatista, é a catarse que gera uma quebra de violência sistemática que funciona muito mais por ser imagética e menos por ser verborragica. Talvez a prova de que um cinema que quer fazer denuncia seja mais completo e honesto pelas imagens do que o texto inflamado. Penso que um mundo onde muitos vibram com um filme como "O Som da Liberdade" – que é um grande show off e apito de cachorro que tá mais preocupado em construir uma imagem de um grupo mínimo que faz tudo, brada que o Joe Biden e associados não fazem nada, e nunca toca na real questão da problemática de fato –, Manas ainda dá um panorama geral e não isenta instituições normalmente vistas como "boas" dessa violência que começa em casa como a igreja ou a vizinhança e talvez seja isso, com um refinamento da direção, precisemos mais de futuros Manas e menos "O Som da Liberdade".
Manas
Eu não tenho palavras, me deixou totalmente sem palavras, muito forte, muito pesado, mas muito certeiro, muito real, muito vulnerável, recomendo mas é extremamente pesado, eu só de lembrar me choco, fiquei o filme todo sem reação, sem conseguir falar, chocado com oq via.
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