Diary Entry for1917
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como pode os filmes de guerra serem TAO BONS
1917
Yes ok, it's got that one thing it does.... and I really, really like that one thing. It's a dark ride, and I want to go back through the turnstiles and take it again, counting the disguised cuts or admiring the camera hand-offs, and also crying about generations tread into dust. I like the slow, single breath of a structure exhaled, doomed to return to its source. Starved for big-budget pictures that allow lingering.
1917
"Eu acho que a violência é muito ambígua nos filmes. Por exemplo, alguns filmes alegam ser anti-guerra, mas eu não acho que eu realmente tenha visto um filme anti-guerra. Todo filme sobre guerra acaba sendo pró-guerra." François Truffaut em entrevista para o Chicago Tribune, 11 de Novembro de 1973. A célebre citação de Truffaut relacionada ao gênero foi essencial para me despertar reflexões acerca da minha relação com filmes de guerra durante os anos e notificar que, em algum grau, ele estava correto. O cineasta francês não estava equivocado ao afirmar que, ao serem transpostas para o audiovisual, os conflitos são engrandecidos, transformando as mortes em circunstâncias espetacularizadas que ressaltam a coragem e bravura humana, atenuando a barbárie com esse ideal nacionalista do "morrer pela pátria". A guerra no cinema reflete uma noção romantizada de nobreza em detrimento dos horrores presenciados no campo de batalha. Eis que temos 1917, de Sam Mendes. Aqui, Sam Mendes opta pelo que existe de mais requintado e distanciado para conduzir sua passagem em meio as trincheiras da primeira guerra mundial, inspirado pelas histórias que o cineasta ouvia de seu avô. O resultado é um exercício de espetacularização cinematográfica equivalente ao que Nolan fez com Dunkirk ao reencenar um evento onde vidas estavam em jogo a todo momento pela ótica glamourizada, grandiloquente e ignóbil. O modo como o cineasta decupa a morte em 1917 vislumbra aquilo como um acontecimento insignificante, munido de uma forte apatia; não importa o tempo que Schofield demore para sair ao lado do corpo de colega, é insuficiente para transmitir o trauma ressoante do evento. É uma perspectiva que utiliza o gênero para promover esse espetáculo de IMAX, preocupado com a postura artística de um evento exuberante em meio as carcaças mortas que o diretor pisoteia para filmar os seus "perfect shots" desprezíveis. Como afirmou o Marcelo Hessel (https://youtu.be/VASEMb1rBwA?t=209), 1917 é o filme ideal para uma geração que cresceu consumindo jogos de guerra e acreditam que estar em um campo de batalha é maravilhoso. Não. Não é.
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