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Pink Flamingos

DIVINE!

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Pink Flamingos

Eu definitivamente esperava algo mais chocante ou até mesmo nojento, claro que continua sendo, principalmente pra quem teve a infelicidade de assistir até o último segundo, mas levando em conta a “fama” que este filme tem, fiquei surpresa por ser só isso. É um bom filme, os personagens são únicos e completamente imperfeitos.

A Dive into the Guts of Existence
A Dive into the Guts of Existence

Uterus

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A Dive into the Guts of Existence

Por mais sujo e nojento que seja, a mensagem fica muito clara, e sinceramente, completamente “identificável” até certo ponto. a necessidade de escapar ou recomeçar é algo presente na vida de muitas pessoas, eu inclusa. literalmente a necessidade de retomar ao útero de nossas mães. Não existe nada mais belo que o viceral e sangrento.

Penal School for Raped Girls
Penal School for Raped Girls

O que foi isso?

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Penal School for Raped Girls

Um dos filmes mais demorados que eu já vi, e com certeza o motivo pra isso é a falta de conteúdo. Você começa a assistir o filme e sente que vai ser algo interessante, umaboa estética antiga e brasileira. Até certo ponto ele de fato prende sua atenção, porém a história começa a desandar e se tornar completamente sem sentido, e aí chega a hora em que você só torce pro filme acabar, mas o que esperar de um filme sobre uma freira lésbica com fetiche em chicoteadas não é mesmo?

Trouble Every Day

Trouble every day

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Trouble Every Day

Uma das cenas mais relembráveis do cinema pra mim.
Gera dúvida, ela sabia e decidiu ficar com ele? ou não? Ele fez isso só por ela não estar disposta a tal? confuso e envolvente como sempre Vincent Gallo. Adoro essa estética, o filme é equilibrado, vai até seu limite. Deixa a desejar, mas não é ruim, está longe de ser.

A Clockwork Orange

🍊🍊🍊

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A Clockwork Orange

”Do you still feel suicidal?” Well, put it this way, I feel very low in myself. I can't see much in the future, and I feel that any second something terrible is going to happen to me.” Laranja Mecânica é uma obra atemporal e profunda. Um dos maiores e melhores filmes que já assisti, com uma das cinematográficas e figurinos mais únicos do cinema!

Heleno

“O que você espera de hoje, Heleno?”
Espero nascer de novo.

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Heleno

Um dos poucos contatos realmente prazeirosos que tive com a história do futebol brasileiro, alguém que nunca nem tinha ouvido falar antes e que realmente vai me fazer lembrar da sua triste história, alguém que amava com paixão seu time, que faria de tudo pra vê-lo ganhar. Juntar isso a uns dos maiores atores brasileiros nos trouxe uma experiência única, um filme totalmente em preto e branco e um ar melancólico, exatamente como eu gosto. No final valeu imensamente a pena.

Babygirl

Babygirl

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Babygirl

Achei decepcionante pra ser sincera, acho que eu esperava mais do desenvolvimento dos desejos sexuais, mas eu gostei que esse não foi um desses filmes clichês de bdsm que ignoram a existência de outros tipos de fetiches/desejos e afins, apesar de ser muito mais sutil do que as reações alheias me fizeram pensar que seria (como sempre).

Nymphomaniac: Vol. I

Vol. I

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Nymphomaniac: Vol. I

ninfomaníaca é uma obra que promete muito com esse mergulho intelectual e sensível nos primeiros momentos, a construção de simbolismos com Bach, a pesca, os paralelos com a religião… a estética é bonita, o uso da nudez, apesar de desnecessariamente longo em certos momentos, faz jus ao q se trata o filme e algumas metáforas realmente funcionaram. mas, sinceramente? a personagem da Joe me cansou. Achei ela bem contraditória, e não no sentido profundo ou humano, mas de um jeito que a tornava um pouco difícil de aguentar mesmo. algumas escolhas dela não me pareciam coerentes, e ao invés de gerar empatia, me distanciavam.. ainda assim, o filme tem um ritmo melhor, provoca reflexões e consegue manter o interesse.

10 Things I Hate About You

Eu odeio você!

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10 Things I Hate About You

*“Odeio o jeito como você fala comigo
e como corta o cabelo.
Odeio como dirige meu carro
e odeio seu desleixo total.
Odeio suas enormes botas de combate
e como consegue ler minha mente.
Eu te odeio tanto que isso me dá dor,
me dá dor de verdade.
Odeio como você está sempre certo.
Odeio quando você mente.
Odeio quando me faz rir muito,
ainda mais quando me faz chorar.
Odeio quando você não está por perto,
e o fato de não me ligar.
Mas eu odeio principalmente o fato de não te odiar.
Nem um pouco,
nem mesmo por um segundo,
nem mesmo só por te odiar.”*

Shame

A shame.

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Shame

Shame é um filme sobre compulsão, solidão e trauma, conduzido com frieza e muita precisão. o que mais me chamou atenção foi a relação entre Brandon e Sissy, marcada por uma intimidade disfuncional, que sugere um passado traumático não explicitado, mas perceptível.
a sexualidade aqui não é fonte de prazer, mas de angústia, como um mecanismo de fuga e autodestruição, e ele tenta fugir disso. a aposta na ambiguidade e no não-dito, que dá força ao filme, também cria certa distância emocional. pessoalmente, senti falta de algo mais claro que aprofundasse as motivações dos personagens. ainda assim, é uma obra poderosa, que provoca reflexão sobre como os traumas moldam nossos afetos e nossos corpos.

Inner Depravity
Inner Depravity

Depravity

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Inner Depravity

Por mais que seja explícito que tudo é uma grande atuação, não deixa de ser um curta bom, e em alguns aspectos realista. A intenção de causar choque e de desconforto pode sim estar presente, eu amo essa intenção mas não foi meu caso. 
Acho que a melhor parte com certeza foi ser algo tão nítido e sujo, uma cinematografia que tem o objetivo oposto a agradar.

Other Side of the Box

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Other Side of the Box

Eu sinto que isso daria um longa muito, muito bom se a ideia fosse trabalhada, mas ao mesmo tempo tenho a sensação de que se alguém mexesse nisso, estragaria. o curta é muito bom, você consegue ter um contexto bom da história e ao mesmo tempo se sentir extremamente agoniado, principalmente por não ter uma resposta final..

Joker: Folie à Deux

Joker.

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Joker: Folie à Deux

Existem dois lados de mim quando se trata desse filme.
O lado que sentiu falta do coringa de verdade, que sentiu falta do caos e da destruição do personagem, que sentiu falta do que foi o primeiro filme.
E ao mesmo tempo o lado que além de tudo se identificou com Arthur Fleck, e entendeu a mensagem do filme. De fato, ninguém se importa com você de verdade se você não for o que eles querem, ninguém se importa com seus traumas e dores, as pessoas só ligam pro que as interessa, só ligam pra versão que elas criam de você e exigem que você a seja. Se você não for, elas te abandonam.

Black Metal Veins

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Black Metal Veins

E então é esse risco que corremos quando decidimos sem pensar em momentos temporários de prazer com algo que nos pode custar a vida… família, amigos, momentos, e um futuro apenas para experimentar algo tão aliciante - que te tira até o seu último dente. como saber se estamos sucetíveis ao vício? é a isso que nós submetemos quando estamos tão vazios que não conseguimos sequer ter consciência dos nossos atos? brutal. Esse filme é lírico e vísceral, cruel.

A Perfect Child of Satan

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A Perfect Child of Satan

Não deixa de ser agonizante assistir uma cena de violência “explícita” cuja o único objetivo é te deixar desconfortável, seja a cinematografia ou até os sons desagradáveis, não que eu desgoste completamente, mas principalmente com esse contexto, a conversa dos dois passando na tela durante aquilo tudo, e a cena final, genuinamente causa desconforto, e não, não senti falta do clássico vômito.

Dogville

Uma obra prima teatral.

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Dogville

Um filme de 3 horas em um cenário completamente teatral, sem quaisquer distrações visuais, expondo cada personagem de maneira tão sólida, isso é profissional demais.
sinceramente eu não tenho crítica ruim alguma a este filme, a cada minuto que passa, você só fica cada vez mais angustiado, cada vez mais enojado pelas pessoas de ‘Dogville’, você simplesmente não consegue entender como alguém chega a tal ponto e não consegue enxergar o próprio erro, a própria maldade, pessoas construídas de maneira tão egoista, talvez por sua condição, pelo seu lugar no mundo, mas no final Grace aprendeu algo muito importante. Por mais misericordioso que você seja, certas coisas, pessoas, simplesmente não merecem viver nesse mundo, são pessoas imundas que não agregam nada à sociedade e se sentem no direito de fazer mal a algum outro; algumas coisas simplesmente não tem perdão, você não pode se deixar perdoar.
Que filme magnífico, ele te dá a opção de crer em algo bom e simplesmente destrói isso da forma mais mórbida possível. Brutal.

Nymphomaniac: Vol. II

Vol. II

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Nymphomaniac: Vol. II

é no segundo volume que o encanto se desfaz. a narrativa, que antes parecia meticulosa e rica, passa a se perder em digressões desconexas, e as camadas filosóficas vão sendo gradualmente substituídas por uma brutalidade que parece vazia de significado. é também nesse ponto que surge a Mia Goth, a admiro profundamente e, para mim, ela merecia um espaço mais sólido e bem trabalhado dentro da trama. ao invés disso, sua participação acontece justamente no momento em que o roteiro se fragiliza e a narrativa se torna desconexa.
novamente, um exagero prolongado em cenas de nudez, em alguns momentos parece que serve à proposta artística, mas em outros… só parece que o Lars von Trier quer chocar por chocar, tipo: ok, Lars, já entendemos que você é ousado!!!! e o final… achei apressado, vazio e incoerente com o que o filme parecia querer dizer lá no início.

The Northman

Um homem do norte.

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The Northman

incrível, um filme rico em história, cultura, simbolismo e detalhes. tudo é construído com tanta força e profundidade que você se vê imerso. a atuação é impecável, com atores que entregam cada emoção de forma crua. é um filme que te prende do início ao fim, e consegue te passar exatamente a dor, o ódio, e todos os sentimentos ali vividos de maneira tão real. o mais emocionante é o final, ver o protagonista morrer como a sua história prometia desde o início. trágico, épico e poético. um verdadeiro rito de passagem.

The Passenger

The Passenger

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The Passenger

Faltou tensão real e uma progressão que justificasse o envolvimento emocional do espectador. as situações se desenrolam sem grande impacto, e a sensação é de que sempre está faltando alguma coisa, seja no desenvolvimento psicológico dos protagonistas ou na construção do suspense. parece que o filme não anda ao mesmo tempo que tudo acontece rápido demais.

The Woman in the Yard

The Woman in the Yard

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The Woman in the Yard

acho que todos nós sabemos como é estar cara a cara da escuridão, como é sentir que ela toma conta do seu corpo e da sua alma, como é duro lutar contra ela…
a escuridão que entra em nossa mente, aquela que chamamos quando a dor, seja ela qual for, fala muito mais alto. a escuridão que distorce nossa vida, nossa realidade, que traz o peso do passado e a dificuldade de seguir em frente.
essa escuridão nos acompanha, mas nos lembramos. lembramos daquilo que nos faz parmanecer, daquilo que nós lutamos para ter, por isso pedimos força todos os dias ao acordar. eu não esperava, no início do filme, tamanha profundidade, e não imaginei que me tocaria tanto. “A Mulher no Jardim” transcende o terror superficial e oferece uma reflexão profunda sobre a fragilidade emocional na qual podemos nos encontrar. e no fim, fica essa sensação de que sobreviver é justamente ter coragem de olhar pra tudo isso, mesmo quando dá medo, mesmo quando queremos desistir.