Diary Entry forThe Cremator
This was fantastic. The story and cinematography are absolutely incredible, and the slow decent into madness is so well executed. It shows how easily people can become corrupted given the right circumstances, and how propaganda can lead people away from what they truly believe in. A great film.
Other Diary Entries forThe Cremator
The Cremator
the most eerie & disturbing piece that i never know exist but make sense.
The Cremator
Hooptober 9 (https://boxd.it/iw0h4) #33 of 33 • 4 of 6 different countries (https://letterboxd.com/countries/) (Czechoslovakia) AND 3 of 8 different decades (https://letterboxd.com/films/genre/horror/by/release/size/small/) (1960s) A bit of a disappointing end to Hooptober 2022. Some pretty cool camera work, but the movie as a whole doesn’t work for me. I appreciate the message behind it and I can see why others love this one. I’d still recommend giving it a try; I did not care for this film personally, but you might enjoy it. Having said that, this may just be one that I have to revisit in the future. That’s a wrap! First Hooptober was a success, here’s to next year!
The Cremator
— As chamas, minha querida, não te farão mal. Aprendi com o tempo que, quando você assiste a um filme da Czech New Wave você precisa ir esperando pelo inesperado. E é como The Cremator se apresenta: definitivamente uma obra que conversa com tudo aquilo que o movimento que faz parte simboliza e, ainda assim, algo diferente e único. É uma obra dual do começo ao fim, cheia de simbolismos e discussões que brincam com o surrealismo e são altamente políticas. De um lado, recebemos uma história que beira ao terror psicológico. Um homem obcecado não só com o conceito da morte, mas com o conceito da cremação. Por todo o filme, vemos ele comentar sobre como a cremação — algo que ele trabalha, além disso — é uma forma de libertação e salvação, como se o fogo e o processo de voltar ao pó fizessem com que a pessoa deixasse de ser e se transformasse em algo novo e puro. É uma jornada observar como Kopfrkingl vai definhando e entrando numa espiral das suas próprias convicções, vendo o mundo de uma forma distorcida. O filme basicamente nos faz olhar para dentro da psiquê de um homem que começa a acreditar nos seus ideais de uma forma doentia, até o ponto onde não há retorno. Do outro lado, uma narrativa extremamente política e crítica profundamente o próprio povo tcheco durante o período que culminou na Segunda Guerra Mundial. Como Kopfrkingl é levado a acreditar que a sua possível descendência alemã tem um peso maior do que a própria família, é um comentário na maneira como esse ideal de supremacia nazista era corrosivo, venenoso e doentio. No momento em que ele aceita que está destinado a coisas maiores e melhores apenas pela sua suposta linhagem alemã, vemos claramente o horror que engoliu a Europa — e eventualmente o mundo — nessa época. Sem contar toda a correlação entre a obsessão dele com o crematório, com os campos de concentração e, por fim, campos de extermínio. Kopfrkingl personifica o ato vilanesco e desumano que foi cometido durante essa época, principalmente quando ele se usa da ideia de que está salvando as almas. Pelo lado técnico, temos um filme mais contido na edição e direção surrealista que é comum do período, porém ainda fui impactada por algumas escolhas que colaboram com o desconforto crescente da história. Vemos ângulos diferentes, muito fechados — auxiliam na claustrofobia e no estranhamento dos personagens — e uma edição que interliga cenas de um jeito muito interessante. Apesar da história dual, é óbvio que Kopfrkingl segura o protagonismo sozinho e sem dividir seu momento de tela com ninguém. Ele é o motor que faz as peças girarem, o predador que está apenas aguardando para atacar e isso faz com que seja sempre angustiante assisti-lo, apesar de muito interessante. Dois pontos que achei interessantes e não vi comentários sobre, o que me dá espaço para interpretação livre: a moça de cabelos negros e o monge. Obviamente, existe uma simbologia clara com ambos os personagens e, talvez, sejam contrapontos entre si. Pensando após acabar de assistir, acredito que sejam a personificação da forma como Kopfrkingl interpreta a morte e o ato da cremação. A moça dos cabelos negros era a maneira como ele encarava no começo, com mais serenidade e respeito, por mais que a obsessão estivesse presente. É uma figura que o acompanha, porém, nunca age ativamente nas suas ações. O monge, por outro lado, pode ser o jeito que ele passa a ver as mesmas situações depois que a espiral psicológica começa. Ele coloca o homem no alto, o eleva a um lugar de divindade que tem o propósito de purificar o mundo. Esse, sim, age ativamente e muda a mentalidade de Kopfrkingl. Num geral, The Cremator é uma adição incrível da Czech New Wave e, apesar de eu não considerar pessoalmente um filme de terror, é aterrorizante da sua própria maneira.
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