Diary Entry forShang-Chi and the Legend of the Ten Rings
A very fun and entertaining film, even if it doesn’t really take any risks. At this point you know what you’re getting with Marvel films, good guy beats bad guy in CGI, and this is no different, but the fight scenes are so well choreographed it makes it entertaining. The animals are very cute. I can’t help but feel Shang Chi’s sister, Xialing, is massively underused in this. She doesn’t really do a lot, and instead of letting her save the dragon it’s Katy who does. Personally, I’m not a massive fan of Katy. Sure, she does offer comedic relief, but after only one day of training she manages to shoot an arrow perfectly at a distance we’ll over a thousand feet. Doesn’t really make a lot of sense, and worst of all is the post credit scene. Shang Chi pretty much gets invited into the avengers, but so does Katy?!?!? It took Spider Man saving the world multiple times, with super powers, years to be invited to become an avenger. It took Katy a couple of days, one day of training and one well placed arrow. It’s stupid. But apart from that, it’s a good action film with beautiful CGI and pretty amazing fighting. Watched at Vue with my beautiful ❤️
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Shang-Chi and the Legend of the Ten Rings
Que a Marvel investe em um planejamento calculado tanto no lançamento em massa de suas produções quanto na organização artística de suas obras é algo antigo e, infelizmente, limitador. Claro, é nítido que estou soando repetitivo, já que reclamei dos mesmos problemas em inúmeras produções da empresa, cuja fragilidade narrativa e formal em conceber projetos e mundos particulares era um reflexo da insegurança de um estúdio controlador que busca oferecer ao seu público um conteúdo facilmente digerível e raramente desagradável. O que para alguns é visto como uma diversão em estilo “montanha-russa”, para outros, é um cumprimento de tabela, uma ordem que atua menos em favor das produções e que limita o poder cinematográfico das imagens em cena. Shang-Chi e a Lenda dos Dez Anéis é isso e ao mesmo tempo vai contra tal tendência: assim como Capitã Marvel ou Thor: Ragnarok, ambos audaciosos em diversos aspectos, mas presos as estruturas e bases do planejamento Marvel/Disney, Shang Chi acaba por ser prejudicado pelo deméritos de sempre da empresa mas encontra virtudes em seus pequenos respiros, escapes que fazem a obra se sobressair em comparação com a maioria das coisas que o estúdio vem lançando faz algum tempo. É uma obra no meio dos trilhos que não parece saber qual caminho escolher e acaba se desdobrando para agradar tanto espectadores que não exigem demais das produções e entram na sessão pelo puro divertimento da fantasia higienizada e burocrática quanto aqueles que anseiam por algo formalmente mais caprichado. Curioso que o filme abre entregando algo verdadeiramente surpreendente para quem se acostumou com as dinâmicas cênicas tão básicas do MCU: começa com uma fluidez da câmera pelo espaço que reitera toda a artificialidade do ambiente, seja da iluminação intensa até as cores saturadas, tudo reforçando o que existe de mais encantador naquela sequência; a fluidez dos golpes é intensificada pela delicadeza da câmera em percorrer o movimento dos corpos com graciosidade, uma elegância e deslumbre que vai desde o uso do slow-motion até a cadência rítmica em como tudo se desenvolve, uma cena que remete a todo o encantamento das relações do corpo e natureza de uma obra como Green Snake do Tsui Hark. Existe algo de muito promissor em como o diretor Destin Daniel Cretton (Short Term 12, Just Mercy) decupa esse segmento e nota-se um legítimo interesse de sua parte no potencial imagético da premissa e do universo. Até o clímax, Shang Chi caminha bem no quesito “ação” do seu universo: a sequência no ônibus, ainda que ofuscada pelo acinzentado fosco da fotografia, é um show de encenação que mantém o rigor fluído do segmento com o Tony Leung e a Fala Chen dentro de um combate, de fato, com golpes desferidos em prol de machucar (dentro do controle da empresa, claro), usa bem do ambiente em constante movimento e claustrofóbico para mudar o curso da narrativa no processo; ainda que excessivamente escura, vale destacar o segmento no prédio que também carrega suas inventividades, uma pena que escolha omitir boa parte delas, em especial, quase todos os momentos da Meng’er Zhang — que é notoriamente uma das mais confortáveis em cena, especialmente no quesito das lutas e na imponência de sua presença física. O problema com a ação só inicia a partir do ponto que se abandona o micro estiloso dos combates e se perde na grandiloquência do estúdio no confronto final: quase tudo carrega um forte potencial de encantamento e o começo até sugere embarcar em algo mais exagerado e entregue ao prazer imagético pelas cores que a apresentação do vilarejo (palco da luta final) trazia consigo. Na prática, é bem diferente ao banhar uma grande parcela da dissolução em uma fotografia opaca, acinzentada e sem vida que retira o encanto gráfico dos seres e golpes, substituindo por momentos encenados de modo básico e pouco atrativo. Perde-se o potencial de um clímax banhado em cores e luzes intensas que o próprio filme sugeriu e encontra-se a artificialidade mais desinteressante que o estúdio poderia criar, jogando o potencial do conflito no lixo ao investir no que existe de mais burocrático no subgênero atualmente. E pesando contra o filme, tal qual falei na abertura, Shang-Chi ainda é um pobre refém das fórmulas desgastantes e limitantes do MCU, seja nas entradas de humor ou na pressa em tentar ligar pontas que reiteram constantemente ao espectador que tampouco o que está em cena é importante, mas sim o potencial do que virá nos capítulos seguintes, passando até pela superficialidade dos arcos dramáticos que, além de apressados, são entregues em flashbacks encenados de maneira distante e pouco emotiva. Defeitos esses que, provavelmente, irão permear as obras da empresa por um bom tempo, já que o interesse comercial da Disney continua a superar as virtudes artísticas das produções, criando projetos construídos no automático, pensados apenas como a ponta de um mundo maior e não tendo importância de modo isolado. Poderia passar inúmeras horas falando do que Shang-Chi e a Lenda dos Dez Anéis poderia ter acertado e no que ele errou, mas seria repetitivo, já que é mais uma produção da Marvel Studios que parece completamente perdida em meio as decisões da empresa, se configurando como mais um capítulo frustrante em meio ao enorme e longínquo planejamento empresarial e comercial da Marvel/Disney. Mas, em meio a tudo isso, ainda dá para encontrar lampejos de criatividade e charme, mesmo que sejam pequenos pontos dispersos em 2h de mais do mesmo.
Shang-Chi and the Legend of the Ten Rings
i'm pissed that i can't watch and support this movie bec the theaters in my country are still closed 😭 pls if you're able to, go support it!!
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