Mission: Impossible - Rogue Nation
grimmer
Wednesday, 21 July 2021

More of the same isn’t always a bad thing, as shown in MI5. The plane scene at the start is very cool, and the technology throughout is pretty unique and interesting. Everyone gives good performances and Alec Baldwin is a solid addition to the cast. Atlee (Simon McBurney) plays a good villain and overall the film is a fun time.

Other Diary Entries forMission: Impossible - Rogue Nation

congratulashayla's profile
congratulashayla

Mission: Impossible - Rogue Nation

Se Orson Welles fez "A Dama de Shangai", o que Mcquarrie fez foi "A Dama de Viana". Totalmente focado na articulação da mitologia, da criação do mito religioso que é o Ethan Hunt de Tom Cruise. A articulação por meio dos corpos e dos espaços, dando continuidade as peripécias de Brad Bird, mas ao invés de hiperfocar em um Tom Cruise que pula, gira e faz o impossível, a Ilsa de Rebecca Ferguson surge como uma espécie de contrapeso que soma a franquia e as vezes até ofusca a participação do protagonista por 4 filmes até então. Abraçando de vez a lógica implícita da fantasia miraculosa, Mcquarrie articula seu personagem e sua trama em um mundo de conspirações que remete ao clássico de De Palma, mas sem abrir mão dos maneirismos que lembram demais o que Woo fez na sua participação da franquia. Mas diferente do que ambos diretores fazem, o diretor se apoia na base da franquia que são os elementos farsescos e a encenação dos espaços, a sequência da ópera vai ficar comigo por um tempo. Um trabalho de decupagem e blocagem que coloca o protagonista em um dilema moral ao mesmo tempo que precisa ser o herói, a mira de Ilsa e a de um capanga genérico tem o mesmo alvo, mas quem abater e é nesse vai e vêm da dupla (casal do pop já vou avisando) que o filme se desenvolve. O caráter messiânico se dá principalmente na dinâmica de ser o homem que enxerga a conspiração e tudo ao seu redor é retirado. A IMF encerrada, seus colegas frequentemente interrogados e toda a reta final onde é falado que Ethan é a manifestação do destino, que é alguém que não recebe missões, ele cumpre missões e que até a conversa mais aleatória ele consegue prever. O retorno e reforço ao caráter absurdista. Deixar de ser um avatar de um governo e se tornar uma entidade que controla milhões e milhões de dólares, se tornar onipotente e onipresente quando consegue elaborar uma ratoeira tão específica e que ainda se torna uma espécie de punição divina. Ethan Hunt deixa de ser o agente e se torna uma entidade. Estamos todos vendo sua caminhada pelo deserto, sacrifício e ressurreição!

1d ago
breakfastcowl

Mission: Impossible - Rogue Nation

"Nessun Dorma, & Other Arias To Kill By" Or, "Puccini's Greatest Hits"

2d ago
joaomarco2003's profile
joaomarco2003

Mission: Impossible - Rogue Nation

Algo que está no cerne da franquia Missão: Impossível é a capacidade que cada um dos longas - com exceção do antipático terceiro capítulo comandado por J.J. Abrams - de manusear as estruturas do espetáculo, coisa que Nação Secreta, que marca a adição do diretor Christopher McQuarrie na equipe da franquia, assimila já em seus créditos iniciais: a relação que se firma entre a amplitude da problemática e a progressão sonora da trilha de Joe Kraemer estabelece essa lógica com clareza ao ponto do tema clássico surgir justamente quando a atração principal do show (Tom Cruise) surge em frente a câmera para fazer o seu número da vez. Existe, portanto, uma abordagem bem circense nesse capítulo que se co-relaciona com o termo que define a saga de Ethan Hunt como um todo: a performance. Diferente de outras obras de ação, a franquia baseada no seriado criado por Bruce Geller está mais inclinada a brincar com as possibilidades performáticas que consegue trabalhar em cena. Por isso mesmo seus set-pieces, combates e perseguições são menos fixadas na proximidade dos corpos e coreografia dos combates e mais com a proporção dessa escala alarmante, bem ampla em como a câmera delineia os cenários e locações (os planos aéreos no segmento das motos, na Ópera em Viena ou a ambientação barroca e teatral da luta entre a Ilsa e o The Bone Doctor) e ambicionando sua escala e as proezas que podem ser realizadas nela, complementadas pelas formas mais engenhosas que McQuarrie encontra de usar a linguagem - a já mencionada perseguição em Casablanca, o segmento da Ópera com inúmeros pontos de perspectiva que se cruzam em meio as estruturas dos cenários e elementos cênicos do teatro ou a fuga de Ethan e Ilsa pelas ambientações fantasmagóricas da Londres noturna, que remonta um dos segmentos mais célebres do primeiro longa dirigido pelo Brian De Palma - e auxiliada pela disposição das acrobacias de seu astro principal.

2d ago
joaomarco2003's profile
joaomarco2003

Mission: Impossible - Rogue Nation

É o capítulo da franquia que mais se consolida na lógica farsesca que assume com a imagem, replicando os caminhos narrativos estabelecidos pelo Brian De Palma no primeiro longa. Existe uma dinâmica de desmonte constante, seja das relações ou até mesmo da composição cênica, onde as estruturas vão se alterando constantemente a medida que é conveniente para o jogo de máscaras. Muito dessa força está localizada no magnetismo da Ilsa de Rebecca Ferguson, peça central desse malabarismo ilusório dos segmentos. Para além dessa ótica, Rogue Nation remonta as raízes do cinema para estruturar o compasso de sua unidade. Sejamos sinceros: qual blockbuster no centro do fenômeno mercadológico da Marvel/Disney se ousaria a voltar em Georges Méliès e Buster Keaton para estabelecer os trajetos que segue? É impressionante como as minúcias em aspectos teoricamente "corriqueiros" da mise-en-scène são o fundamento de set-pieces de ação alarmantes em seu escopo, seja as avenidas de Londres escondidas na neblina, as pilastras barrocas em um combate ou uma auto-estrada movimentada; McQuarrie se deleita ao firmar seu olhar nesse trânsito constante entre uma inclinação clássica com as texturas e formas do digital. Muito reconfortante constatar que ainda existem películas e cineastas com desejo legítimo de encontrar mecanismos de expressão encantadores e apaixonados pelas possibilidades da imagem cinematográfica, especialmente em uma indústria contaminada por um olhar produtificado mediante a arte. Nos resta amargar os próximos capítulos de Duna do Villeneuve e as enxurradas de obras opacas da Disney. Uma pena.

2d ago

Sign in to track, rate and review films

Mission: Impossible - Rogue Nation

Sign in to track, rate and review films