Diary
April 2026

Cloverfield
Eu e os bros a fugir de um bicho buéda feio. OH NÃOOO O MEU MANO LEVOU COM A CAUDA EM CIMA NOOOOOOOO!!! OH MY GODDDD VAMOS TODOS MORRER NÃOOOOOOOOOO AAAAAAAAAAAAAAAA Gostei do filme. Foi giro. Boas vibes. Bem bacano.

Dante's Inferno
Nada melhor para desanuviar a mente do que uma caminhada pelo inferno.

Detroit Rock City
Será esta a rota que terei que tomar se ninguém me oferecer bilhetes para o NOS Alive.

Forbidden Fruits
Girlbossed too hard.

Ghost in the Shell

They Will Kill You
Ignorando as partes más, o hotel até é giro.

Minions
Os Minions são o pico da comédia. Nada é melhor que os Minions. Espero que metam um Minion a fazer o six seven no novo filme.

Mortal Engines
MIIIIIIIIIIIIINNNNNIIIIIINNNNNINIIIIIIIIIIIOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOONSSSSSSSSSSSSSSSSS!!!!!!!!!!

Fallen Angels
Não tenho muito a dizer sobre este filme. É maravilhosamente perfeito. Toda uma vibe caótica, mas aconchegante, pelas ruas noturnas de Hong Kong chuvosas e iluminadas pelos mais diversos letreiros e sinais de neon. É uma viagem de hora e meia completamente divina.

Ashes of Time
Fugindo das cidades cheias de movimento, este quarto filme de Wong Kar-Wai é um um épico de ação ambientado no meio de um deserto. Devo dizer que achei a narrativa um bocado confusa e que não senti neste filme aquela vibe única de ser um espectador na vida das personagens que os outros filme transmitem. Não me consegui conectar muito com as personagens, nem com o mundo que as rodeia. Faltou aquela mística presente nos filmes anteriores.

Chungking Express
Um filme tão etéreo e dreamy. Uma obra-prima absoluta, que destaca as grandes características do cinema de Wong Kar-Wai: as relações interpessoais, o amor, a solidão e a ânsia, e uma cinematografia de guardar num museu. É-me um bocado difícil descrever ao certo o que este filme transmite ou faz sentir, difere muito de pessoa para pessoa como é óbvio, mas Chungking Express faz sentir algo que muito poucos outros filmes fazem. Há esperança e felicidade, mas também há a tristeza e a solidão, todos incorporados neste pequeno, aconchegante e maravilhoso filme de hora e meia.

Days of Being Wild
Sem os tiros, sangue, e porrada presentes no filme anterior (pelo menos como tema principal), este segundo filme de Wong Kar-Wai é muito mais "humano". Uma história melancólica de amor, traição e solidão, contada através dos olhos de várias personagens. Este filme conta, em momentos, com a narração das personagens, o que é algo que me cativa bastante nos filmes do realizador. Days of Being Wild tem um narrativa mais sólida e concisa, especialmente quando comparado o atribulado As Tears Go By. E, mais uma vez, a cinematografia é lindíssima. Mais simples que o anterior, sem grandes paisagens citadinas cheias de cores e neon, mas com a clássica tinta verde espalhada por cima da tela, que traz vida às ruas noturnas de Hong Kong. Continuando esta jornada pela cinematografia de Wong Kar-Wai, de seguida a (re)ver Chungking Express, um dos mais famosos do realizador e um que já quero rever há algum tempo.

As Tears Go By
Quando comparado a obras posteriores de Wong Kar-Wai, As Tears Go By fica um pouco atrás, mas ainda assim consegue ser interessante e cativante. É uma vibe completamente diferente de, por exemplo, um Fallen Angels, In The Mood For Love, ou Chungking Express—é um filme mais virado para gangsters e máfia, o que não me puxa tanto. A cinematografia, no entanto, é sem duvida um dos pontos fortes deste filmes, com frames lindíssimos de paisagens citadinas de uma Hong Kong noturna iluminada por neon. Uma imagem clássica da cinematografia dos filmes de Wong Kar-Wai.

Requiem for a Dream
Incrível. Uma cinematografia absolutamente frenética, com split-screens, close-ups, cenas em câmara lenta, cenas aceleradas, este filme tem de tudo. São escolhas arrojadas, mas que encaixam perfeitamente no que é o filme: uma exposição crua e visceral do abuso e dependência de drogas. O filme não tenta ser embelezador, nem amenizar a mensagem que passa; mostra o quão fácil e perigoso é cair na tentação e entrar numa espiral incessante de auto-destruição. É cruel, desconfortante, triste e até por vezes nojento. Mas essa é tal e a qual a realidade que o filme que mostrar. A soundtrack do filme também é simplesmente fabulosa, com o seu tema principal a estar presente em momentos de rutura críticos na história de cada uma das personagens. Requiem for a Dream é uma viagem caótica e alucinante que será difícil esquecer. Dar rewatch a este filme não será fácil, mas é uma grande vontade.

Terrorizers
Terrorizers apresenta-se de forma simples, como um retrato do dia-a-dia de várias personagens—um jovem fotógrafo, um casal com uma relação frágil e uma jovem rebelde. Parecendo inicialmente desconexas, as histórias de cada uma das personagens vão-se interligando, dando azo a acontecimentos que mudam a vida de cada um. É nesta simplicidade que o filme brilha, na representação destas vidas pacatas, aparentemente sem rumo e atribuladas. A maneira como cada uma destas personagens é exposta,—cada uma com a sua história, com o seu vazio por ser preenchido—é muito bem conseguida e apesar de inicialmente confuso, o filme consegue juntar muito bem as histórias de cada um. Mas ao mesmo tempo que o filme brilha na sua simplicidade, penso que também nela se perde um pouco, podendo ter-se aprofundado mais na história de cada uma das personagens individualmente, que apesar de bem construídas, passaram como um pouco superficiais quando comparadas ao resto do filme.

Tabu
O filme tem um ritmo muito lento, lentinho, o que não é um problema se houver substância e conteúdo para o justificar. Não achei que esse fosse o caso aqui, senti que o filme não dizia praticamente nada. A história divide-se em duas partes, a segunda destas funciona como uma narração de eventos passados, narração essa que é feita sempre no mesmo tom, desprovido praticamente de qualquer emoção. E isto é um problema comum à atuação ao longo do filme, que é por vezes exageradamente dramática, e por outras completamente apática. No entanto, acho que estes problemas não são exclusivos apenas a este filme, são característicos de grande parte do cinema português e que foram subsequentemente herdados por este filme. São filmes melancólicos, lentos, com atuações completamente teatrais ou apáticas, com narrativas construídas e expostas de formas a que não se adequam ao meio e, honestamente, são um pouco pretensiosos (não neste caso em específico, pelo menos muito, mas no cinema português em geral). Mas nem tudo é mau! Para quem sofre de insónias tem aqui uma excelente ajuda a adormecer.

undertone
É bom que paguem ao Mike por lhes ter levado o podcast às costas.

Female Prisoner #701: Scorpion
Isto arrasta-se mais do que um cão sem as patas traseiras.

Dial M for Murder
Uma masterclass quase perfeita de manipulação e gaslighting. Estava à espera de um filme intrigante e de que fosse gostar. Mas não esperava que fosse gostar assim tanto. Uma narrativa construída de forma praticamente exímia, com uma minuciosa atenção ao detalhe. E uma constante atmosfera de suspense à medida que a história se desenrola, o que torna impossível sequer piscar os olhos durante um único momento. Incrível.

The Wailing
Que tamanha gritaria que para aqui foi.