Latin Blood – The Ballad of Ney Matogrosso
kaiomarques_
Thursday, 26 June 2025

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nana :)

Latin Blood – The Ballad of Ney Matogrosso

"Eu não sou viado. Agora quando eu for,pai,aí o Brasil inteiro vai saber." Jesuíta Barbosa é artista! Ele é surpreendente, chocante e pura arte. Me deixou perplexa com a performance dele aqui, transformando cada cena em um verdadeiro espetáculo. Definitivamente, não existe ninguém melhor para interpretar o Ney do que ele. Esse filme tem tantas camadas, e você sai dele com tanta coisa para dizer, tanta coisa para sentir, com sede de viver. É uma cinebiografia linda e necessária — nessa era em que o conservadorismo vem se tornando tão popular, é de alguém como Ney Matogrosso que precisamos. É impossível não sair desse filme elogiando a grandeza do cinema e da arte brasileira. Uma das coisas que mais me deixou emocionada foi que a vida começou para o Ney depois dos 30, e ele foi gigante demais. É lindo como, através dele, podemos ver que aquela pressão por sucesso ou por “realmente viver” não passa de bobagem. Não existe idade para o sucesso, nem uma idade certa para você ser você, se encontrar e viver. Isso me motivou e emocionou demais. Eu não sou (ou era) alguém que realmente acompanhava a carreira do Ney, mas, claro, é impossível não conhecer ao menos algum hit dele. E olha, eu arrisco dizer que essa é a melhor adaptação que eu já vi da vida de um artista. O Ney exala arte e vida — esse filme, cada cena dele e toda a performance do Jesuíta deixam isso bem visível. Ney viveu, e segue vivendo, muito. E isso é lindo demais.

11h ago
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Latin Blood – The Ballad of Ney Matogrosso

É sobre ter o direito de viver, ousar viver, ser bicho e bicha, sobre botar o bloco na rua e botar pra foder!

1d ago
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Latin Blood – The Ballad of Ney Matogrosso

Adoro quando um gênero extremamente cansado consegue ser usado pra contar histórias de formas tão diversas e que não cansam, não sou um grande fã de Cinebiografias e não consumi tantas – inclusive meu último contato foi péssimo, vá a merda Um Completo Desconhecido – e eu fui ver esse esperando algo formulaico e até okay, o que não deixa de ser em momentos específicos, mas nossa como é bom ver um filme que não tem vergonha do gênero ao qual ele pertence e ainda encontra formas tão interessantes de contar sua história, alguns podem achar apressado ou jogado, mas eu genuinamente acredito que funciona porque diferente de outras Cinebiografias que estão dispostas a contar um recorte, Um Completo Desconhecido, ou toda sua história como um grande mousse e no fim o mousse virou uma piada, Bohemian Rhapsody, Homem com H são fragmentos de uma história contadas por um grande gay de calcinha de mais de 80 anos e incrivelmente funciona! Acho muito bom a forma como o filme utiliza de elipses em determinados momentos para fazer seus recortes temporais sempre priorizando pontos chaves da vida do protagonista, então é a criança andando na mata em relação com o show, a cena da bomba de água que é tão suave que até encanta e por fim as passagens temporais que contam toda essa história se aproveitando dos melhores momentos e ainda sim sem perder seu grande trunfo que é o protagonista. Que o Jesuíta Barbosa é uma grande gay complexa (pra não usar outra palavra), acho que muita gente sabe, mas nossa como ele tá bem. Eu entendo as críticas em relação aos exageros dos maneirismos, mas a grande virada dessa performance é quando ele precisa ser "menos" e aqui não tem como deixar de fora os momentos de interações com amores não confirmados do passado, a relação com o pai que vai progredindo de algo violento pra um "eu te amo" nunca falado de fato e o ponto mais trágico que envolve suas amizades e um amor mais duradouro. Mas ao mesmo tempo acho sublime a forma como o filme possui um designe de som e uma montagem tão dedicada a transformar as performances de show em não só um grande clipe de divulgação ou homenagens fáceis, mas pra mover a história pra frente, não se fala de Ney Matogrosso e ignora sua persona em palco, não se ignora a performance excêntrica e safica dentro ou fora do palco, vou cravar aqui, tá pra surgir uma montagem tão inspirada e tesuda, esse ano, quanto a da performance de Homem com H foi o momento onde o Esmir Filho e o Germano de Oliveira mais gastaram tempo. Outro aspecto que eu achei muito bom é como o longa insere essas demais personas que são quase lendas e desnudar essas figuras principalmente a figura do Cazuza que eu achei bem intenso e toda a reta final que eu admito que é o ponto onde o filme me perde principalmente porque ele parece que tem 4 conclusões diferentes e nunca quer acabar, mas o final mesmo foi algo que me pegou de surpresa e eu acho que não teria como ser diferente. E no fim eu só queria botar meu bloco na rua. Se a Claire Denis e o Jacques Demy fizessem um filme juntos, esse aqui seria o mais próximo. O começo é Beau Travail, o meio tem muito aquele amor melancólico de Guarda-Chuvas do amor, mas o todo é Ney Matogrosso, é Esmir Filho, é tudo tão bonito. É um filme que em determinado momento tem cheiro de fumaça, virilha e sal da praia. É intenso, é controverso e é tão bonito quanto é tesudo. É um filme do avô da instituição Gay de Calcinha no Brasil e é excêntrico, é bonito, é forte, é triste, mas também é esperançoso. Só daqui tirei 10 cenas que mais me marcaram no cinema fácil esse ano e é aquele filme que quando acabou eu só conseguia pensar: Deus como é bom ser viado! É doloroso? É, mas é bom demais! Deus obrigado por ter me feito bicho e bicha!

1d ago
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congratulashayla

Latin Blood – The Ballad of Ney Matogrosso

Só acho muito bonito tanto em termos de emoção quanto imagem. Tem cada frame lindo aqui...

1d ago

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