Emilia Pérez

Diary Entry forEmilia Pérez

lovro
Thursday, 3 January 1901

emilia perez já nasceu morta e depois dos últimos acontecimentos conseguiram deixar mais morta ainda, se é que isso é possível (é possível pq foi oq aconteceu). do mesmo jeito que o diretor “não precisou” estudar o México pra fazer um filme de história mexicana, eu não precisei assistir esse vídeo de 2 horas pra saber que a nota seria a mais baixa possível e que seria uma péssima experiência. merda do ano!

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juan

Emilia Pérez

Zoe Saldaña deserves an Oscar on her shelf by now

2h ago
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ItsMeBrianFilms

Emilia Pérez

My expection for you was low but HOLY FUCK!

1d ago
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congratulashayla

Emilia Pérez

Vertigo de calcinha, de sutiã e b*cetinha. Não sabia que se tratava de um musical, então minha surpresa quando a Zoe Saldana apareceu cantando foi um choque. Toda a construção que aponta pra uma trama de crime, mas que no fim é uma pessoa trans tentando conseguir as formas de concluir sua transição, a estilística, a direção e a decupagem do diretor em construir um número musical que transita do cinza, opaco, sem cor e sem vida pra luzes fortes e radiantes me encantou. O filme cria essa dicotomia, Manitas e Emília, o passado de um e o futuro de outro. A morte e vida, começo e fim. Recomeço, a forma como Emília tenta se desassociar do passado e seguir em frente, mas a existência de uma família, principalmente filhos, a puxam de volta, nessa empreitada a personagem de Zoe Saldana precisa se desdobrar pra conseguir ter sua vida, nutrir essa amizade e ainda manter guardado de todos quem foi Emilia. E a forma como Emilia "compensa" seu passado criando esse espaço de ressocialização, busca de desaparecidos e dando resolução pra quem perdeu entes queridos seja através dela ou o meio ao qual a mesma pertencia. Inclusive acho intrigante como o filme não romantiza todas as vítimas, uma personagem que vê alívio em saber que o ex-companheiro abusivo se foi é um sentimento de alívio e até meio cômico. E nessa persona quase santa, pois mais pra frnete o filme traz uma imagem não tão positiva assim quando demonstra ela volátil e violenta quando se vê confrontada com o abandono iminente. Emilia Pérez é esse musical sépia que ganha cores e brilho quando engata sua trama principal. Transexualidade, o duplo que é um indivíduo, a tentativa de se separar de uma sombra que o persegue, seguir em frente, mas possuir pessoas que o resgatam pra esse passado obriga essa mulher a voltar, mas ao invés de retroceder cria novos caminhos, cria novos ares e tenta redimir seu passado de tragédias com resolução e acolhimento. Existe essa sombra sobre a vida de um "homem" morto que persegue Emília e até no fim, isso volta como forma de se reconectar com aqueles que ela deixou pra trás. É Vertigo de Calcinha, sutiã e b*cetinha.

1d ago
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congratulashayla

Emilia Pérez

"Uma das ideias que Sontag reforça é que o camp puro não é algo totalmente autoconsciente. As obras que ela cita não são camp porque os criadores pensaram “eu quero fazer uma obra camp” ou “quero fazer uma obra propositalmente brega”.Essas obras possuem exageros motivados por razões distintas, mas que são sempre muito sinceras. Elas não seguem uma regra, mas sim uma sensibilidade. (https://arthurtuoto.com/2025/02/10/o-camp-no-cinema/?fbclid=PAY2xjawIYflFleHRuA2FlbQIxMQABpvjkPp-NbLXUWlKZLGkbwa0MQl8d2Xxl216b23rR6IrKxnijdeaPTOZZng_aem_7YnNZJEzIo9NsE_IsRlg_A)" Não é bem uma crítica, até porque minha opinião sobre esse filme se sustenta. Vertigo, de calcinha, sutiã e Bucetinha. Mas existe uma coisa em mim que eu queria externalizar há um tempo pois do mesmo jeito que existe essa manada de defensores da latinidade ou do bem fazer cinema – que só existe porque tem um filme brasileiro concorrendo a Oscar se não essa turba emocionada estaria ignorando o filme – que me incomodava, mas eu não falava abertamente pois eu sentia que uma revisão poderia clarear meus pensamentos e vejam só... Foi exatamente isso que eu senti nessa revisita. Para além da euforia de pregar pra Deus um filme que, a maioria dos comentários de pessoas que nem viram ele, sobre esteriótipos, xenofobia ou uma "má representação da transexualidade", o que diabos seria essa tal "boa representação" como se pessoas trans fossem seres idealizados como se existisse o indivíduo transexual ideal, me choca como o filme verbaliza o tempo todo uma visão que certas "críticas" desconsideram ou ignoram, então Emília, antes Manitas, verbaliza que não deixaram ela ser a menina que ela é, o médico responsável pela cirurgia confronta Rita que diz que "o corpo muda, mas a alma não" o que a mesma refuta dizendo que "mudar o corpo é mudar a sociedade, mudar a sociedade é mudar a alma". Literalmente dizendo que independente das crenças desse homem da "ciência" não cabe a ele decidir o que Emília o é. O primeiro contato com o longa já evidência para Emília, a personagem em si, que ela ser uma mulher envolve um procedimento que a contemple por inteiro, em momento nenhum ela diz que é mais mulher por ter feito mudanças num todo, assim como o filme não isenta ela de erros, de seu passado, na verdade Emília busca uma redenção ou uma meia solução sendo essa responsável por financiar e encontrar desaparecidos. O argumento de "má representação da transexualidade" vai por terras quando nós lembramos de diretores célebres que são aclamados por representações igualmente duvidosas que podem cair nessa mesma crítica de forma igualmente rasa e aqui eu puxo Pedro Almodóvar, Brian DePalma, Jonathan Demme e a lista se estende. Outra questão que me faz pensar é a forma como algumas pessoas tentam encapsular o termo "Camp" em uma fórmula bem feitinha como se existisse uma forma "correta" de se usar a palavras: ain porque estão usando Camp para defender filmes ruins. Não meus amores, a própria Sontag define o termo de forma purista, mas não o limita a um molde, o Camp é o extravagante, é o farsesco, é o que "não tem razão de ser". Então quando eu vejo pessoas diminuindo o termo pra "justificar filmes ruins", pois veja bem o filme ruim que leva o Camp é mais ou igualmente melhor do que o cinema do bem fazer. E a questão das coisas horrorosas que Karla disse, se ela concorda ainda ou não, se o Audiard é realmente um lixo de pessoa AQUI a questão é sua obra. E com todos os seus acertos, Emília Perez é um filme imperfeito, mas seus exageros, seu exercício de formalidade em criar esse musical mais opaco, mais escuro, encobrir suas performances com uma escuridão calculada e pontos de luz específicos são um detalhe que eu senti muito apreço na primeira vez e na segunda isso só evidenciou ainda mais para a minha pessoa. E só pra fechar, nada me choca a forma como Hollywood e a indústria não tem medo de se livrar de uma atriz trans quando o passado dela é revirado, mas para seus diretores e envolvidos mais célebres e que falam merda até hoje... Tão lá trabalhando, sendo cultuados, essa régua de condenação é pra todos ou só a Karla tem que ser crucificada pra Deus? Ela falou merda e teve atitudes merda, não nego e ninguém nega, mas essa condenação só vale pra ela? Essa preocupação com a identidade latina só vale quando tem um filme do Walter Salles concorrendo? Essa preocupação com "boa representação transexual" só vale quando é feito por um "concorrente" na corrida de um prêmio gringo? Porque até um dia desses tavam relativizando o Black face da Fernanda Torres. É menos sobre Latinidades e pessoas trans e mais sobre um prêmio gringo e migalhas de uma indústria que tá cagando pra gente, pro nosso cinema que produziu nos últimos anos filmes melhores que Emília Perez, mas como não foram a festival gringo, ninguém liga.

1d ago

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