The Woman Who Invented Love
ste
Tuesday, 9 January 2024

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congratulashayla

The Woman Who Invented Love

Me choca muito que a galera tá batendo palma pra filmes ditos subversivos, mas essa galera nunca chegou perto de uma Pornochanchada e principalmente uma do Jean Garret. Filmes da A24 viram filmes da Disney perto disso aqui, o mais subversivo e contraditório do estúdio Indie e pequeno, não chega no pé do mais fraco do Garret. Em A Mulher que Inventou o Amor, Jean Garret conta a história de Doralice que é uma jovem ingênua que vive a base de preceitos religiosos e um conservadorismo intrínseco a sua criação, mas que quando vai para um grande centro urbano se vê rodeada pela necessidade e a forma mais fácil de superar isso é através do produto mais fácil e cobiçado entre homens, sexo. Inicialmente sendo um filme que está disposto a ir afundo na sua proposta, o diretor inicia sua história entregando o que se espera do gênero ao qual ele está atrelado, mas não demora muito para que ele subverta tudo e se torna uma antítese de si mesmo. O tom de provocação existe a partir do momento de Doralice se torna Talulah. Ela consegue a proteção e a segurança que um homem com renome e o dinheiro podem lhe proporcionar. Uma vez que ela não precisa cumprir o pacto social de satisfazer a necessidade desse homem, sendo que o mesmo sai em viagem, ela assume a figura de poder que ela nunca teve acesso. Ela expressa sua vontade, seus hobbies, sua rotina e sua vida. O sexo deixa de ser moeda de troca e se transforma em desejo genuíno. Ela paga para aqueles que a pagavam. Ela demanda satisfação que lhe era forçado. A necessidade de ser uma esposa se transforma em fetiche, fetiche que ela transmite para aqueles com quem ela dorme. Ela ganha voz, autonomia e até consegue fazer homens chorarem com palavras. A direção de Garret é muito forte quando ele consegue fazer essa transição de personalidade e hierarquia de forma competente e que te fascina a cada novo Take. Ela vai da dona de casa a até a figura do homem, o que engana um desavisado a Priore e ela torna isso uma situação de dominação passível. A obsessão e admiração por um ator se transforma em mais um fetiche que ela não só alimenta como satisfaz ele de forma que ela adquire o prazer genuíno à primeira vez até então e a trilha sonora provocativa que deixa como parte da cena a música de casamento é tão absurdo quanto fascinante quanto admirável. E a sua conclusão... Provando que erotismo e terror andam de mãos dadas, ele entrega uma conclusão que transpira catarse e horror ao mesmo tempo. BELÍSSIMO! No mais, A Mulher que Inventou o Amor é uma Pornochanchada que brinca o tempo todo e vive um loop de contradição que só o torna mais rico. Uma mulher que utiliza do sexo como moeda de troca e depois vê nesse sexo a conquista do prazer e da própria autonomia, ao mesmo tempo que transita da pessoa necessitada para a pessoa que não precisa de ninguém a menos que ela queira algo é fascinante. Brincar com o gênero ao qual esse filme pertence e os papéis de gênero e normas sociais de forma tão hábil é algo tão lindo que te deixa na ânsia de consumir mais, Jean Garret você sempre será artista! E nosso cinema erótico sempre será maior e mais fascinante que certos estúdios com uma letra e um número.

1d ago
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yanna

The Woman Who Invented Love

A Mulher Que Inventou o Amor | THE WOMAN WHO INVENTED LOVE dir. Jean Garret, Brasil, 1980. Eu fingia, sua besta. Todo esse barulho é uma comédia, e você caiu direitinho nela. Olha, você não me fez gozar porra nenhuma, e desconfio que nem seja capaz, tá? Qual é a instituição que molda nossos desejos e nos diz como amar? A Mulher Que Inventou o Amor é um filme violento que desconstrói um ideal romântico. Doralice, que agora é Tallulah,busca o sexo como ferramenta de poder. Ela humilha seus parceiros e até paga pelo sexo, reduzindo-os a pó. O filme busca reinventar uma definição romântica através dos desejos pessoais da personagem, de uma vontade própria que é, ao mesmo tempo, uma vingança diante do machismo e uma demanda violenta que encontra, em atos destrutivos, sua catarse plena e inconsequente. Ela assume, ao decorrer do filme, os papéis impostos aos homens no sexo. — Qual é seu nome? — Marcos. — Marcos não, Marquinhos, tá? É lindo e, ao mesmo tempo, triste acompanhar a completa desilusão dela, que se transforma, ao final, em uma revolta imensa, cuja catarse é a mais pura violência. Doralice, de fato, inventou e reinventou o amor tantas vezes que mal pude contar. A personagem finge o gozo, e a atriz finge o gozo fingido. A personagem descobre o gozo, e a atriz finge o gozo descoberto. O corpo nu em cena que aprende seu prazer é o corpo nu filmado para dar prazer a quem o vê. A saída é matar o ideal romântico. Seu frouxo, filho de uma puta! Você não é de nada, só tem papo. Vocês são todos iguais… Cadê todo esse papo agora, seu frouxo? Seu viado! Sou mulher demais pra você, não é mesmo?

6d ago

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